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Discurso da servidume voluntaria

17 Marzo / 19:30 20:30

Presentación do libro de Étienne de La Boétie: Discurso da servidume voluntaria.
Quen? O tradutor Claudio López Garrido estará acompañado por Fernando Ramallo. Cando? Martes 17 de marzo ás 19.30 h. Onde? Pendente.

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Discurso da servidume voluntaria

Num tempo em que a liberdade se dissolve entre o consumo, a apatia e a despolitizaçom, este livro recupera umha pergunta incómoda formulada no século XVI por Étienne de La Boétie: por que é que os povos obedecem — e até luitam — pola sua servidume? A resposta, tam lúcida quanto perigosa, revela que a tirania nom se impom pela força, mas sí polo consentimento dos governados. O hábito, as distraçons e uma pirámide de cumplicidades tornam a opressom num sistema aceitável.

Claudio López Garrido reconstrói a história do Discurso da Servidume Voluntária e atualiza a sua interpelaçom para o presente: hoje, o domínio assume formas mais subtis, como o poder corporativo ou o «tecno- feudalismo». Face a isto, La Boétie propom uma soluçom radical e moderna: a desobediéncia civil nom violenta como caminho para recuperar a liberdade.

Mas do que um ensaio político, esta obra extraordinária é um apelo à consciência individual e coletiva, um espelho que, quase cinco séculos depois, continua a devolver umha imagem perturbadora e uma pergunta essencial: por que obedecemos?

(Da ficha do libro na na web de Edicións Laiovento ).

Étienne de La Boétie

Étienne de La Boétie (1530–1563) foi um humanista precoce e pensador radical. Aos dezoito anos escreveu o Discurso da Servidume Voluntária, obra breve e fulgurante que questiona por que os povos obedecem aos tiranos. A sua voz lúcida proclama que a liberdade nom se concede: reconquista-se. Amigo íntimo de Michel Montaigne, que o chamou «metade de si mesmo», La Boétie tornou-se símbolo da resistência intelectual e da dignidade humana. O seu Discurso inspirou geraçons de pensadores libertários, republicanos e anarquistas, e continua a interpelar a consciência crítica e a vontade de emancipaçom.

(Da ficha do libro na na web de Edicións Laiovento ).